Sons que me cercam, sons que me alimentam de um tipo de fome
Alegrias que sinto quando estou perto
Pronome da satisfação
Transforma minhas tristezas em alegrias
Minhas duvidas em soluções
Esteja comigo sempre!
sábado, 10 de agosto de 2013
sexta-feira, 9 de agosto de 2013
Nada Por Mim
Nada Por Mim
Kid Abelha
Você me tem fácil demais
Mas não parece capaz
De cuidar do que possui
Você sorriu e me propôs
Que eu te deixasse em paz
Me disse vai, e eu não fui
Mas não parece capaz
De cuidar do que possui
Você sorriu e me propôs
Que eu te deixasse em paz
Me disse vai, e eu não fui
Não faça assim
Não faça nada por mim
Não vá pensando que eu sou seu
Não faça nada por mim
Não vá pensando que eu sou seu
Você me diz o que fazer
Mas não procura entender
Que eu faço só pra te agradar
Me diz até o que vestir
Com quem andar e aonde ir
E não me pede pra voltar
Mas não procura entender
Que eu faço só pra te agradar
Me diz até o que vestir
Com quem andar e aonde ir
E não me pede pra voltar
Do nosso tempo
Do nosso tempo
Cidadão Quem
Quero te dar a mão
Mas você não me olha
Penso que assim então
Melhor eu me mandar
Saio cansado e vou
Perdido pela rua
Você me nota e sai
Pra então se desculpar
Mas você não me olha
Penso que assim então
Melhor eu me mandar
Saio cansado e vou
Perdido pela rua
Você me nota e sai
Pra então se desculpar
Dizer que o tempo vai levar
Pra longe tudo que passou
E assim vou vivendo
Pra longe tudo que passou
E assim vou vivendo
Pra lembrar quem eu sou
Pra salvar o que ainda restou
Do nosso tempo
E assim vou vivendo
Pra lembrar quem eu sou
Pra salvar o que ainda restou
Do nosso tempo eu sei
Que assim vou vivendo
Pra salvar o que ainda restou
Do nosso tempo
E assim vou vivendo
Pra lembrar quem eu sou
Pra salvar o que ainda restou
Do nosso tempo eu sei
Que assim vou vivendo
Mas quando eu te vejo então
Esqueço tudo e nada
Parece tão sério assim
Você pra mim
Eu volto pra casa e vou
Com a tua mão na minha
Pra assistir um dvd
E depois se perder
Esqueço tudo e nada
Parece tão sério assim
Você pra mim
Eu volto pra casa e vou
Com a tua mão na minha
Pra assistir um dvd
E depois se perder
Dizer que o tempo vai levar
Pra longe tudo que passou
E assim vou vivendo...
Pra longe tudo que passou
E assim vou vivendo...
quinta-feira, 8 de agosto de 2013
Sermão ensina cristãos a descobrirem sua identidade.
Sermão ensina cristãos a descobrirem sua identidade. Leia

Texto: 2 Reis c2 v1
“E NAAMÃ, capitão do exército do rei da Síria, era um grande homem diante do seu senhor, e de muito respeito; porque por ele o SENHOR dera livramento aos sírios; e era este homem herói valoroso, porém leproso.”
Introdução:
Lendo a bíblia sagrada Deus me trouxe uma grande revelação através da vida deste homem chamado Naamã.
Foi orando e lendo a bíblia que Deus sussurrou no meu ouvindo me dizendo: “Naamã vivia uma vida dupla”
Por um momento eu parei, pensei e comecei a meditar no que o Senhor havia me dito.
E o que Deus me revelou foi tão forte, que quando preguei este sermão na igreja onde congrego pela primeira vez, vi muitas pessoas chorando e se arrependendo na presença do Senhor.
Vamos então analisar a vida deste homem, e aprender algumas lições espirituais
I - NAAMÃ, O HOMEM QUE VIVIA UMA VIDA DUPLA
Vamos analisar seu perfil, para entendermos melhor
Quem era Naamã?
1.1 - Ele era um general vencedor
Naamã havia atingido o topo do sucesso, pois através dele o povo havia saído vitorioso de uma batalha, era um herói para o seu povo, imagino que onde passa era reconhecido pelo sucesso de seu trabalho, havia atingido o topo da satisfação pessoal.
1.2 – Ele era rico
Você já conheceu um general pobre?
Seria quase impossível encontrar, ainda mais se fosse um vencedor como Naamã, tenho certeza que ele tinha uma das melhores casas, as melhores, roupas, a dispensa de sua casa era cheia, empregados não faltava, se fosse hoje com certeza teria um carro zero, sem contar que era queridinho do rei.
1.3 - Ele era respeitado
Tenho certeza que por onde passava era admirado e notado, todos queriam estar perto de Naamã.
Os jovens queriam ser como ele, e as garotas se casar com alguém como ele.
Ele era o modelo de um vencedor, um ícone para o seu tempo.
1.3 - Porém, Ele era leproso
Nas ruas, nos becos e nas reuniões ele era um herói, aclamado, admirado e notado, mas a partir do momento que ele entrava no seu quarto e fechava a porta, a lembrança da lepra que estava no seu corpo vinha à tona.
Quem o via pelas ruas, não sabia que por detrás de toda aquela pompa havia um leproso.
Quem ia imaginar que um dos maiores ícones do país tinha uma doença mortal.
Reflexão da Palavra
A lepra oculta aos olhos de todo povo, é símbolo do pecado oculto.
Quantas pessoas têm vivido uma vida semelhante à Naamã.
Pessoas que tem a admiração de toda Igreja, são aclamados, admirados e considerados colunas da Igreja.
Na igreja demonstram uma espiritualidade fora do comum, seguem os costumes e os dogmas da Igreja a risca, cantam, pregam e até dão conselho espiritual.
Mas quando estão em lugares que os irmãos não podem ver, fazem coisas terríveis e levam uma vida completamente contraria a palavra de Deus.
Obras como adultério, pornografia, prostituição, bebedices, mentiras, estelionato, espancadores de mulheres e outras coisas infinitamente piores do que estas.
Levam uma vida de aparência, são verdadeiros leprosos sem compromisso com Deus.
Quantos Naamãs estão dentro de nossas Igrejas, aparentam uma coisa, mas o seu interior está completamente deteriorado.
Talvez você têm levado uma vida como esta, mas quero lhe dizer que a lepra mata.
Sejamos santos, não apenas na Igreja, mas também fora dela, pois o mundo necessitada experimentar o sal da terra.
Confira as outras partes do Estudo
Estudo - Herói ou Leproso - Parte 2
Estudo - Herói ou leproso - Parte 3
Estudo - Herói ou leproso - Parte 4
Estudo - Herói ou leproso - Parte final
Estudo - Herói ou Leproso - Parte 2
Estudo - Herói ou leproso - Parte 3
Estudo - Herói ou leproso - Parte 4
Estudo - Herói ou leproso - Parte final
Autor: Michael Bastos
email: michaeldebastos@hotmail.com
Fonte Original: http://www.ofuxicogospel.com/2013/08/sermao-o-que-voce-e-heroi-ou-leproso.html#ixzz2bRXEafiF
A Reforma Protestante deve continuar!
A Reforma Protestante deve continuar
Ouvi, alhures, um famoso ex-presbiteriano e ex-defensor da Bíblia Sagrada — o qual tem desabsolutizado e negado inúmeras verdades das Escrituras — dizendo que, se Francisco fosse o papa, no século XVI, não haveria necessidade de os reformadores terem iniciado a Reforma Protestante. Bem, vamos voltar um pouco no tempo para ver se isso é verdade.
Wittenberg, Alemanha, 31 de outubro de 1517. Martinho Lutero publica suas 95 teses, dando início à Reforma Protestante. Ao difundi-las, ele pretende, sobretudo, o esclarecimento teológico de uma questão que o envolve como confessor de seus paroquianos: as indulgências, utilizadas pela cúria romana para satisfazer suas necessidades financeiras. Mas as críticas de Lutero não se restringem às indulgências. Ele se opõe à própria existência do papado — posto que este reivindica a infalibilidade — e à maneira como o papa usa o dinheiro dos fiéis.
À semelhança de Lutero, outros reformadores, como Calvino, Zuínglio, Menno Simons, Henrique VIII, John Knox, Erasmo de Roterdã, etc. se opõem ao papado. Para eles, as Escrituras, a Palavra de Deus, não abonam a infalibilidade do papa e a alegação de que ele é o fundamento da Igreja e sucessor de Pedro.
O que mudou, desde o século XVI, para que hoje não houvesse mais a necessidade de os reformadores continuarem protestando contra o papado? Praticamente, nada! A Santa Sé ainda defende o dogma da infalibilidade do papa. Ou seja, a Igreja Católica Apostólica Romana continua afirmando que o papa — mesmo que ele carregue a própria mala e ande num carro popular —, quando delibera e define solenemente algo em matéria de fé ou moral, está sempre correto. Ela mantém, ainda, a falácia de que a linhagem de Pedro, isto é, o papado, é o fundamento da Igreja.
Ora, a pedra ou o fundamento ao qual Jesus fez referência, quando disse: "eu te digo que tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela" (Mateus 16.18), é a própria declaração que Pedro fizera a respeito de Cristo: "Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo" (v. 16). Isso se evidencia no versículo 17: ao elogiar a declaração de Pedro, Jesus afirma: "Bem-aventurado és, Simão Barjonas, porque não foi carne e sangue que to revelaram, mas meu Pai, que está nos céus".
Por que a "pedra" ou o "fundamento" no qual a Igreja foi estabelecida não é Pedro? Porque as Escrituras, que são análogas, afirmam que o fundamento da Igreja é Cristo, e não Pedro. Aliás, esse mesmo apóstolo reconheceu — pregando e escrevendo — que Jesus é a pedra fundamental da Igreja: "Este Jesus é a pedra rejeitada por vós, os construtores, a qual se tornou a pedra angular" (Atos 4.11); "Chegando-vos para ele, a pedra que vive, rejeitada, sim, pelos homens, mas para com Deus eleita e preciosa" (1 Pedro 2.4).
Em 1 Coríntios 3.11 também está escrito: "ninguém pode pôr outro fundamento, além do que já está posto, o qual é Jesus Cristo". Note que esta passagem, além de afirmar que Cristo é o único fundamento da Igreja, apresenta uma proibição tácita: não ponha outro fundamento. Em outras palavras, não ponha Pedro, João, Maria ou Francisco. O único fundamento da Igreja é Jesus Cristo!
Diante do exposto, a Reforma Protestante deve continuar. Quem disse que ela acabou? A diferença é que hoje ela é mais abrangente e abarca, também, os desvios verificados na igreja evangélica. Os reformadores que se prezam — isto é, os pregadores e escritores que primam pelas Escrituras — verberam não apenas contra os dogmas romanistas antibíblicos. Eles também se opõem firmemente contra a falaciosa Teologia da Prosperidade, as heresias e os modismos pseudopentecostais, o evangelho antropocêntrico, o legalismo farisaico, a gospelolatria, etc.
Amém?
Ciro Sanches Zibordi
Wittenberg, Alemanha, 31 de outubro de 1517. Martinho Lutero publica suas 95 teses, dando início à Reforma Protestante. Ao difundi-las, ele pretende, sobretudo, o esclarecimento teológico de uma questão que o envolve como confessor de seus paroquianos: as indulgências, utilizadas pela cúria romana para satisfazer suas necessidades financeiras. Mas as críticas de Lutero não se restringem às indulgências. Ele se opõe à própria existência do papado — posto que este reivindica a infalibilidade — e à maneira como o papa usa o dinheiro dos fiéis.
À semelhança de Lutero, outros reformadores, como Calvino, Zuínglio, Menno Simons, Henrique VIII, John Knox, Erasmo de Roterdã, etc. se opõem ao papado. Para eles, as Escrituras, a Palavra de Deus, não abonam a infalibilidade do papa e a alegação de que ele é o fundamento da Igreja e sucessor de Pedro.
O que mudou, desde o século XVI, para que hoje não houvesse mais a necessidade de os reformadores continuarem protestando contra o papado? Praticamente, nada! A Santa Sé ainda defende o dogma da infalibilidade do papa. Ou seja, a Igreja Católica Apostólica Romana continua afirmando que o papa — mesmo que ele carregue a própria mala e ande num carro popular —, quando delibera e define solenemente algo em matéria de fé ou moral, está sempre correto. Ela mantém, ainda, a falácia de que a linhagem de Pedro, isto é, o papado, é o fundamento da Igreja.
Ora, a pedra ou o fundamento ao qual Jesus fez referência, quando disse: "eu te digo que tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela" (Mateus 16.18), é a própria declaração que Pedro fizera a respeito de Cristo: "Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo" (v. 16). Isso se evidencia no versículo 17: ao elogiar a declaração de Pedro, Jesus afirma: "Bem-aventurado és, Simão Barjonas, porque não foi carne e sangue que to revelaram, mas meu Pai, que está nos céus".
Por que a "pedra" ou o "fundamento" no qual a Igreja foi estabelecida não é Pedro? Porque as Escrituras, que são análogas, afirmam que o fundamento da Igreja é Cristo, e não Pedro. Aliás, esse mesmo apóstolo reconheceu — pregando e escrevendo — que Jesus é a pedra fundamental da Igreja: "Este Jesus é a pedra rejeitada por vós, os construtores, a qual se tornou a pedra angular" (Atos 4.11); "Chegando-vos para ele, a pedra que vive, rejeitada, sim, pelos homens, mas para com Deus eleita e preciosa" (1 Pedro 2.4).
Em 1 Coríntios 3.11 também está escrito: "ninguém pode pôr outro fundamento, além do que já está posto, o qual é Jesus Cristo". Note que esta passagem, além de afirmar que Cristo é o único fundamento da Igreja, apresenta uma proibição tácita: não ponha outro fundamento. Em outras palavras, não ponha Pedro, João, Maria ou Francisco. O único fundamento da Igreja é Jesus Cristo!
Diante do exposto, a Reforma Protestante deve continuar. Quem disse que ela acabou? A diferença é que hoje ela é mais abrangente e abarca, também, os desvios verificados na igreja evangélica. Os reformadores que se prezam — isto é, os pregadores e escritores que primam pelas Escrituras — verberam não apenas contra os dogmas romanistas antibíblicos. Eles também se opõem firmemente contra a falaciosa Teologia da Prosperidade, as heresias e os modismos pseudopentecostais, o evangelho antropocêntrico, o legalismo farisaico, a gospelolatria, etc.
Amém?
Ciro Sanches Zibordi
O que leva alguém a matar todos aos 13 anos?
O que leva alguém a matar todos aos 13 anos?
para casa, se matou. Dito assim parece uma bobagem sem tamanho. Soa ainda mais tolo quando se nota que o menino não era violento na escola e que os vizinhos o qualificaram como incapaz de fazer o que se diz que fez, ou seja, atirar em alguém.
Todavia, vamos supor que a polícia tenha acertado. Tomemos também a hipótese de que acreditamos que a polícia tenha acertado. O que nos faz ficar perturbados? O que faz com que passemos a ler a notícia em vários lugares, procurando mais elementos?
Boa parte de nós lê sobre o assunto vorazmente menos para saber do garoto e do crime, ainda que gostemos de novela policial, e mais porque queremos saber sobre nós mesmos. Queremos saber o que se passa na cabeça de alguém no tempo que é decorrido entre matar pais e avós, ir à escola, voltar e então e só então se matar. Nosso desejo de saber disso vem de querermos nos conhecer.
Todos nós somos enigmas para nós mesmos. Quando nos deparamos com casos assim, ficamos obcecados porque queremos nos imaginar no lugar do garoto e tentar sentir o que ele sentiu nesse tempo em que esteve na escola e voltou. Temos a impressão de que se fizermos na imaginação o que o garoto tirou da imaginação e colocou em prática, saberemos afinal quem somos nós ou, melhor dizendo, o que somos nós.Entramos na pele do garoto e nos pomos a pensar: “bem, acabei de matar pessoas – meus pais! Opa! Hora da aula, não posso faltar”. É isso? Logo em seguida, dizemos para nós mesmos: “ah, mas se foi assim, nada podemos aprender disso, o garoto estava maluco”. Em um terceiro momento, reagimos de maneira diferente: “sim, ele estava maluco, mas e nós?” Não podemos esperar grande adrenalina de um ato nosso e ao praticá-lo não recebermos nada em troca? Cada um de nós, ao menos os mais velhos, já se pegou em desespero por questões mínimas e já se manteve extremamente calmo em situações que deveriam ser apavorantes e desestabilizadoras. Bem, se é assim, então temos mesmo de entender o garoto. Matar, ir para a escola e voltar para então se matar pode sim ocorrer conosco. Cada um de nós sabe que, de certo modo, aos treze anos, poderíamos sim realizar uma coisa desse tipo e continuarmos uma rotina. Aos treze anos é fácil agir assim. Por quê?
Em nossa sociedade, treze anos é mais ou menos um período de término de algo que começa por volta dos oito ou nove anos, que é a pré-adolescência. Nessa época, não raro, negamos os valores e comportamentos dos adolescentes, que para o nosso paladar são desregrados, apaixonados, emotivamente instáveis. Estamos na beira de agirmos como eles, e então os negamos peremptoriamente, adotando o comportamento de nossos pais ou de qualquer outra autoridade que nos dê uma moral rígida, uma regra acordante com a sociedade. Nada mais linha dura em moral que um pré-adolescente. Um adolescente pode matar os pais para experimentar a adrenalina e também para impressionar a namorada. Um pré-adolescente mata os pais para cumprir um projeto de vida, um ideal moral.
Matar pais e avós enquanto eles dormem é um modo de dar um passo na direção de se fazer um cumpridor de um ideal profissional, por exemplo, o de ser um matador. Muitos de nós testamos profissões com os de casa: abrimos uma lojinha e nossos primeiros clientes são nossos pais e avós. Ora, podemos abrir um escritório de serviços, um lugar onde se contrata matadores de aluguel, e podemos escolher como clientes ou como vítimas nossos pais. Não desejamos cumprir o serviço e, então, nos desesperar de modo a mostrar que não cumpríamos um segundo serviço. Cumprimos um serviço, depois, fazemos o que temos sempre feito em seguida, que é ir à escola, e então voltamos. Só então avaliamos que fizemos um serviço “barra pesada”.
Um adulto agindo dessa forma é claramente um psicopata. Um garoto de treze anos agindo dessa forma pode até ser um candidato a se transformar em psicopata, mas não necessariamente é um psicopata. Pode muito bem ser apenas um “ideia fixa” em uma fase em que ser tal coisa é um brinquedo levado a sério.
A pergunta dos treze anos é clara: “agüentarei a adrenalina que sinto que vai cair no meu sangue quando todos os hormônios estiverem no pico?” Na busca dessa resposta, podemos tentar várias coisas. Uma delas pode ser esta: “vou ver o que ocorre se eu quiser ser aquilo que quero ser, vou ver se isso que quero ser me dará emoções que eu posso suportar, tanto quanto imagino que não posso suportar a nova fase da minha vida, que é a adolescência”. Uma pessoa que se observa e que possui boa memória sabe muito bem do que estou falando, do que estou apontando. Estou falando não dos dez anos ou dos quinze. Estou falando dos treze anos.
Por volta dos treze anos é quando os últimos momentos de indistinção entre fantasia e realidade tendem a desaparecer. Daí para diante há a realidade. Claro que, daí para diante, se trata de uma realidade de aventuras, a realidade do adolescente. Mas a aventura é bem diferente do sonho acordado. Aos treze é bem possível o sonho acordado e certa indistinção a respeito disso. Juntando esse estranho dado com o elemento moral rígido típico da pré-adolescência e algum treinamento no manejo do que precisamos manejar e pronto – eis aí a poção que se pode beber para se ter a mágica. Ou, digamos, mais acertadamente no caso, a bruxaria.
Todavia, vamos supor que a polícia tenha acertado. Tomemos também a hipótese de que acreditamos que a polícia tenha acertado. O que nos faz ficar perturbados? O que faz com que passemos a ler a notícia em vários lugares, procurando mais elementos?
Boa parte de nós lê sobre o assunto vorazmente menos para saber do garoto e do crime, ainda que gostemos de novela policial, e mais porque queremos saber sobre nós mesmos. Queremos saber o que se passa na cabeça de alguém no tempo que é decorrido entre matar pais e avós, ir à escola, voltar e então e só então se matar. Nosso desejo de saber disso vem de querermos nos conhecer.
Todos nós somos enigmas para nós mesmos. Quando nos deparamos com casos assim, ficamos obcecados porque queremos nos imaginar no lugar do garoto e tentar sentir o que ele sentiu nesse tempo em que esteve na escola e voltou. Temos a impressão de que se fizermos na imaginação o que o garoto tirou da imaginação e colocou em prática, saberemos afinal quem somos nós ou, melhor dizendo, o que somos nós.Entramos na pele do garoto e nos pomos a pensar: “bem, acabei de matar pessoas – meus pais! Opa! Hora da aula, não posso faltar”. É isso? Logo em seguida, dizemos para nós mesmos: “ah, mas se foi assim, nada podemos aprender disso, o garoto estava maluco”. Em um terceiro momento, reagimos de maneira diferente: “sim, ele estava maluco, mas e nós?” Não podemos esperar grande adrenalina de um ato nosso e ao praticá-lo não recebermos nada em troca? Cada um de nós, ao menos os mais velhos, já se pegou em desespero por questões mínimas e já se manteve extremamente calmo em situações que deveriam ser apavorantes e desestabilizadoras. Bem, se é assim, então temos mesmo de entender o garoto. Matar, ir para a escola e voltar para então se matar pode sim ocorrer conosco. Cada um de nós sabe que, de certo modo, aos treze anos, poderíamos sim realizar uma coisa desse tipo e continuarmos uma rotina. Aos treze anos é fácil agir assim. Por quê?
Em nossa sociedade, treze anos é mais ou menos um período de término de algo que começa por volta dos oito ou nove anos, que é a pré-adolescência. Nessa época, não raro, negamos os valores e comportamentos dos adolescentes, que para o nosso paladar são desregrados, apaixonados, emotivamente instáveis. Estamos na beira de agirmos como eles, e então os negamos peremptoriamente, adotando o comportamento de nossos pais ou de qualquer outra autoridade que nos dê uma moral rígida, uma regra acordante com a sociedade. Nada mais linha dura em moral que um pré-adolescente. Um adolescente pode matar os pais para experimentar a adrenalina e também para impressionar a namorada. Um pré-adolescente mata os pais para cumprir um projeto de vida, um ideal moral.
Matar pais e avós enquanto eles dormem é um modo de dar um passo na direção de se fazer um cumpridor de um ideal profissional, por exemplo, o de ser um matador. Muitos de nós testamos profissões com os de casa: abrimos uma lojinha e nossos primeiros clientes são nossos pais e avós. Ora, podemos abrir um escritório de serviços, um lugar onde se contrata matadores de aluguel, e podemos escolher como clientes ou como vítimas nossos pais. Não desejamos cumprir o serviço e, então, nos desesperar de modo a mostrar que não cumpríamos um segundo serviço. Cumprimos um serviço, depois, fazemos o que temos sempre feito em seguida, que é ir à escola, e então voltamos. Só então avaliamos que fizemos um serviço “barra pesada”.
Um adulto agindo dessa forma é claramente um psicopata. Um garoto de treze anos agindo dessa forma pode até ser um candidato a se transformar em psicopata, mas não necessariamente é um psicopata. Pode muito bem ser apenas um “ideia fixa” em uma fase em que ser tal coisa é um brinquedo levado a sério.
A pergunta dos treze anos é clara: “agüentarei a adrenalina que sinto que vai cair no meu sangue quando todos os hormônios estiverem no pico?” Na busca dessa resposta, podemos tentar várias coisas. Uma delas pode ser esta: “vou ver o que ocorre se eu quiser ser aquilo que quero ser, vou ver se isso que quero ser me dará emoções que eu posso suportar, tanto quanto imagino que não posso suportar a nova fase da minha vida, que é a adolescência”. Uma pessoa que se observa e que possui boa memória sabe muito bem do que estou falando, do que estou apontando. Estou falando não dos dez anos ou dos quinze. Estou falando dos treze anos.
Por volta dos treze anos é quando os últimos momentos de indistinção entre fantasia e realidade tendem a desaparecer. Daí para diante há a realidade. Claro que, daí para diante, se trata de uma realidade de aventuras, a realidade do adolescente. Mas a aventura é bem diferente do sonho acordado. Aos treze é bem possível o sonho acordado e certa indistinção a respeito disso. Juntando esse estranho dado com o elemento moral rígido típico da pré-adolescência e algum treinamento no manejo do que precisamos manejar e pronto – eis aí a poção que se pode beber para se ter a mágica. Ou, digamos, mais acertadamente no caso, a bruxaria.
Fonte Original: http://www.ofuxicogospel.com/2013/08/o-que-leva-alguem-matar-todos-aos-13.html#ixzz2bRPqVb1Y
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